Coaching, empreendedorismo, Liderança

Líder e líderes, uma particular reflexão.

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Tenho visto um número absurdo de pessoas que desistem do meio corporativo devido à falta de postura profissional e respeitosa de seus líderes. Ainda muitos deles insistem em atitudes condenáveis; o líder que acredita saber e conhecer tudo, além de achar que todos precisam dele não são mais bem aceitos nas organizações e ainda assim, muitos praticam suas atividades baseadas nestes princípios.

“O liderar com respeito tem a ver com o líder que dá condições para o colaborador desenvolver suas habilidades em prol do seu trabalho e da empresa. Que estimula as pessoas a melhorarem cotidianamente seus próprios processos de trabalho. É aquele que instiga funcionários a enxergarem e resolverem, eles próprios, os problemas acerca de suas funções”, dizem os autores do livro Liderar com Respeito, Freddy Ballé e Michael Ballé. Gosto particularmente de outra colocação dos autores: “Líder é aquele que transforma colaboradores em solucionadores de problemas em todos os níveis da organização“.

Uma recente pesquisa realizada por LeadPix com mais de 3000 profissionais brasileiros constatou que ser “honesto e justo” (54%) são as características mais admiradas em um líder. “Disposição para escutar” com 26,7% e “ser acessível” ficou logo em seguida com 21,8%. Já, “ser autoritário” com 22,6%, “ter descaso com a equipe” com 22,4% e “ser arrogante” com 21,7% são as características mais criticadas pelos profissionais. Se analisarmos mais as principais características apontadas nesta pesquisa, não poderíamos chegar à conclusão de tudo isso quer dizer “respeito ou falta dele”?

Repensemos nossas atitudes como líderes e porque não como empreendedores? O ser humano precisa e merece respeito. Em todas as sessões de mentoria que realizei nos últimos tempos mostraram-me isso. Grande parte é oriunda do mercado corporativo, cansados de serem maltratados e até, às vezes, humilhados, eles buscam gerir um negócio próprio para colocar em prática conceitos de gestão e liderança não, ou mal experimentados no universo corporativo.

Resta saber se quando estes novos empreendedores conseguirão de fato se transformar em líderes, se praticarão as velhas receitas de liderança ou se serão capazes de construir uma nova visão empreendedora na gestão de liderança também.  Vamos observar… e quem sabe escrever mais a respeito em um outro post.

Finalizo nosso papo de hoje com uma reflexão a partir das palavras de Tom Peters, o grande mestre da gestão: “cuide dos seus funcionários como se eles fossem seus clientes! Empresas e líderes que não valorizam seus funcionários nem promovem um ambiente agradável nunca entregarão o melhor serviço ou produto para seu público”.

Uma boa e produtiva semana a todos.

Sucesso!

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Coaching, empreendedorismo

Talentos de grandes empreendedores

Grandes empreendedores são aqueles que tem intuição, amor, energia e determinação para superar obstáculos. Há vários itens que devem ser investidos para que o negócio cresça, independente da vertente da empresa e do tipo de empreendedor.

Empreendedor

É necessário ter sempre claro quem é o cliente do seu produto ou serviço, entender as suas necessidades, prioridades, hábitos de consumo e demanda. Faça previamente também uma estimação de dados do mercado em que você pensa em integrar, como está crescendo, qual é o seu tamanho e quanto de dinheiro ele vem circulando.

Analise atuais concorrentes, como é o atendimento e quais oportunidades estão abertas. Defina ou atualize seu modelo de negócio, considerando diferenciais difíceis de serem construídos ou copiados.

É preciso valorizar os colaboradores, investir para que haja um bom entrosamento entre os funcionários da empresa, deixando claro metas, buscando sempre atingir resultados. Entender valores, tamanhos e a importância de um líder. É também importante um sistema de gestão orientado a resultados.

Deve-se estruturar metas a serem atingidas e entender que os desafios são uma forma de aprendizado. Recrutar profissionais de alto potencial aumenta a produtividade e estimula a equipe a melhorar cada vez mais. Um bom líder equilibra os interesses entre família, sócios e executivos em prol do crescimento do negócio.

Coaching, educação

O que é coaching educacional e como ele pode te ajudar?

Há algum tempo venho falando sobre a educação inclusiva, sua importância, seus benefícios e, também, sobre a falta de preparo de educadores, famílias, instituições de ensino e da própria sociedade para lidar com a diversidade e atuar de forma efetiva na inclusão. Hoje quero destacar, não somente a importância do educador no processo de inclusão, mas também a do profissional da educação preparado, disposto e pronto para a ação transformadora.

Coaching
Coaching
Atualmente, as instituições de ensino ficam “amarradas” aos protocolos, metodologias e currículos impostos e possuem pouca autonomia e flexibilidade para trabalhar. Com isso, acabam por fazer o básico, o mínimo pela educação em nosso país, deixando de inovar, buscar soluções, muitas vezes, simples, para tornar a educação uma ferramenta de qualidade, eficaz e realmente para todos. A falta de recursos também é um grande problema, tendo em vista o estado das escolas públicas no Brasil, principalmente no interior, nas áreas rurais, na região Norte e Nordeste do país etc.
Os educadores seguem o mesmo caminho. Normalmente se queixam da instituição, do governo, mas acabam se conformando com a “falta de tudo” e deixam de assumir sua posição questionadora de educador. E quando digo questionadora, não estou me referindo somente aos questionamentos externos, ao governo, à instituição, à sociedade, mas aos internos, principalmente. A grande maioria não se pergunta se pode fazer mais e como.
Diante de escolas e educadores despreparados, de famílias desconectadas da escola e de indivíduos excluídos, ainda que dentro da escola, surge a necessidade de se encontrar, desenhar um novo caminho para a educação brasileira. Neste sentido, a atuação de consultores e coaches educacionais vêm crescendo, à medida que as novas necessidades de uma sociedade em rede vão aumentando e se avolumando dentro e fora da escola.
Há algum tempo falei sobre as novas gerações e sua postura diante da educação e das formas arcaicas da atual escola se fazer presente em sua vida. Uma atitude mais conectada, que procura exemplos reais, ou seja, conexão com a realidade e, principalmente, unir vivências, tecnologias e metodologias atrativas e que os torne mais independentes e autônomos no processo de aprendizagem, colaborando ativamente com a construção do conhecimento coletivo, em rede. E isso reforça a necessidade de se atualizar, se preparar, tanto do educador, como da instituição de ensino.
Por isso, ao falar de consultoria e coaching educacional, devemos sair da mesmice, “pensar fora da caixa”, ou seja, não é aquela consultoria educacional que vemos por tantas vezes acontecer dentro das instituições, que só reforça o que é determinado e minimiza a atuação do aluno, buscando uniformizar e padronizar a educação.
Um consultor ou coach educacional, neste novo milênio, deve estar em busca da união da escola com a sociedade, da individualização/personalização do processo educacional, aliando o atendimento a diversos estilos de aprendizagem, demandas sociais, necessidades especiais às atividades de integração, comunicação e interação, diminuindo o efeito homogeneizante da atual educação, em prol de uma educação para todos.
Ao realizar uma consultoria ou coach, este profissional deve:
Analisar a escola profundamente, compreender de forma mais completa os alunos, suas famílias, a sociedade em que estão inseridos e o contexto em que vivem;
Buscar nas ações, metodologias e tecnologias existentes e até já utilizadas pela escola, educadores e alunos, mesmo que fora da instituição, uma forma de transformar a situação de aprendizagem, alternar o foco educacional, construir objetivos mais consistentes e práticas mais condizentes com aquele público atendido, aquela sociedade e as demandas existentes.
Aplicar e analisar os resultados alcançados, as mudanças, a satisfação dos envolvidos e a efetividade do ensino e dos objetivos educacionais para reforçar e melhorar os pontos positivos e reduzir o impacto dos negativos, mudando o que for necessário par atingir os objetivos traçados.
Para tanto, é preciso um estudo aprofundado de outras questões, como recursos financeiros, tecnológicos, humanos, o espaço, o tempo e conseguir aliar uma metodologia conectada com o aluno, a realidade e tecnologias adaptáveis, num ambiente flexível e mutante. Só assim será possível construir uma nova escola que atenda às necessidades das pessoas e, ao mesmo tempo, forme cidadãos plenos, conscientes e preparados para este novo mundo e sua diversidade!
Por Dolores Affonso  – coach, palestrante, consultora, designer instrucional, professora e idealizadora do Congresso de Acessibilidade (www.congressodeacessibilidade.com ).