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Anatomia de capas de revistas e a importância do design

 

O ditado é famoso: não julgue o livro pela capa.  Mas no caso de revistas, esse ditado não se aplica.

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A capa de uma revista é criada com o propósito de ter uma identidade única para uma variedade eclética de matérias, anúncios, artigos e editoriais daquela edição.

Uma boa capa de revista é um belo desafio para designers, pois ela precisa manter um padrão gráfico (para ser reconhecida logo de cara pelo leitor) e, ao mesmo tempo, estar sempre em constante mudança (para que seja fácil identificar a mudança de edição).

A seguir, vamos desvendar algumas formulas gráficas e anatomias de capas de revistas!

  1. Nome da revista + celebridade + cor de fundo

Esse é o formato gráfico e a fórmula mais comum para a grande maioria das revistas. O nome da revista encontra-se sempre no topo da publicação, a cor de fundo muda conforme edição e para criar identificação com o leitor, adiciona-se uma grande foto de alguma celebridade.

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  1. Ilustrações e mascotes

Antes das fotografias, as capas das revistas eram essencialmente feitas de ilustrações. Algumas publicações exibiam cenas do cotidiano, outras criaram mascotes para suas edições. Alguns deles persistem até hoje, como é o caso da revista The New Yorker.

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A Vogue Inglesa tinha uma mascote chamada Mr. Exeter, com uma coluna de etiqueta que dava conselhos para as leitoras se tornarem damas elegantes.

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  1. Esquire e a revolução das capas

A revista Esquire representa na história da identidade gráfica de publicações o ponto de virada do design. Assim como outras revistas, a Esquire tinha como estrela de muitas publicações seu mascote Esky.

Mas foi a chegada de George Louis, publicitário, que mudou a identidade da revista. Foi ele quem revolucionou a capa da Esquire (e todo padrão gráfico) usando a primeira foto de capa com uma imagem forte, estourada e intrigante. Você provavelmente já deve ter visto:

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  1. O conteúdo e a capa

Com o aumento do número de revistas, cresce a necessidade de diferenciação entre elas. Diante dessa necessidade, a revista Cosmopolitan fez uma escolha editorial que mudou a forma como as capas se comportam até hoje.

A revista foi a primeira a evidenciar seu conteúdo de maneira provocativa, com frases polêmicas para a época, atraindo assim a atenção do leitor.

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  1. A história das capas e a influência no design atual 

Conhecendo a história do design nas capas de revistas, fica fácil identificar tendências nos padrões gráficos atuais. Porém, desde o projeto gráfico da Cosmopolitan em 1965 houve pouca mudança na exibição de informação. E o que temos hoje são basicamente três padrões gráficos comerciais:

Padrão Donut: foto cercada de texto.

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Padrão George Louis: foto em grande destaque e chamada pequena

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Informação como imagem: Esse padrão é tendência gráfica, e pode causar polêmica entre designers e amantes de revistas. São capas com muita, mas muita informação mesmo.

Nesse padrão, o conteúdo se comporta como imagem.

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Fonte: Shutterstock.com

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