Coaching, educação

O que é coaching educacional e como ele pode te ajudar?

Há algum tempo venho falando sobre a educação inclusiva, sua importância, seus benefícios e, também, sobre a falta de preparo de educadores, famílias, instituições de ensino e da própria sociedade para lidar com a diversidade e atuar de forma efetiva na inclusão. Hoje quero destacar, não somente a importância do educador no processo de inclusão, mas também a do profissional da educação preparado, disposto e pronto para a ação transformadora.

Coaching
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Atualmente, as instituições de ensino ficam “amarradas” aos protocolos, metodologias e currículos impostos e possuem pouca autonomia e flexibilidade para trabalhar. Com isso, acabam por fazer o básico, o mínimo pela educação em nosso país, deixando de inovar, buscar soluções, muitas vezes, simples, para tornar a educação uma ferramenta de qualidade, eficaz e realmente para todos. A falta de recursos também é um grande problema, tendo em vista o estado das escolas públicas no Brasil, principalmente no interior, nas áreas rurais, na região Norte e Nordeste do país etc.
Os educadores seguem o mesmo caminho. Normalmente se queixam da instituição, do governo, mas acabam se conformando com a “falta de tudo” e deixam de assumir sua posição questionadora de educador. E quando digo questionadora, não estou me referindo somente aos questionamentos externos, ao governo, à instituição, à sociedade, mas aos internos, principalmente. A grande maioria não se pergunta se pode fazer mais e como.
Diante de escolas e educadores despreparados, de famílias desconectadas da escola e de indivíduos excluídos, ainda que dentro da escola, surge a necessidade de se encontrar, desenhar um novo caminho para a educação brasileira. Neste sentido, a atuação de consultores e coaches educacionais vêm crescendo, à medida que as novas necessidades de uma sociedade em rede vão aumentando e se avolumando dentro e fora da escola.
Há algum tempo falei sobre as novas gerações e sua postura diante da educação e das formas arcaicas da atual escola se fazer presente em sua vida. Uma atitude mais conectada, que procura exemplos reais, ou seja, conexão com a realidade e, principalmente, unir vivências, tecnologias e metodologias atrativas e que os torne mais independentes e autônomos no processo de aprendizagem, colaborando ativamente com a construção do conhecimento coletivo, em rede. E isso reforça a necessidade de se atualizar, se preparar, tanto do educador, como da instituição de ensino.
Por isso, ao falar de consultoria e coaching educacional, devemos sair da mesmice, “pensar fora da caixa”, ou seja, não é aquela consultoria educacional que vemos por tantas vezes acontecer dentro das instituições, que só reforça o que é determinado e minimiza a atuação do aluno, buscando uniformizar e padronizar a educação.
Um consultor ou coach educacional, neste novo milênio, deve estar em busca da união da escola com a sociedade, da individualização/personalização do processo educacional, aliando o atendimento a diversos estilos de aprendizagem, demandas sociais, necessidades especiais às atividades de integração, comunicação e interação, diminuindo o efeito homogeneizante da atual educação, em prol de uma educação para todos.
Ao realizar uma consultoria ou coach, este profissional deve:
Analisar a escola profundamente, compreender de forma mais completa os alunos, suas famílias, a sociedade em que estão inseridos e o contexto em que vivem;
Buscar nas ações, metodologias e tecnologias existentes e até já utilizadas pela escola, educadores e alunos, mesmo que fora da instituição, uma forma de transformar a situação de aprendizagem, alternar o foco educacional, construir objetivos mais consistentes e práticas mais condizentes com aquele público atendido, aquela sociedade e as demandas existentes.
Aplicar e analisar os resultados alcançados, as mudanças, a satisfação dos envolvidos e a efetividade do ensino e dos objetivos educacionais para reforçar e melhorar os pontos positivos e reduzir o impacto dos negativos, mudando o que for necessário par atingir os objetivos traçados.
Para tanto, é preciso um estudo aprofundado de outras questões, como recursos financeiros, tecnológicos, humanos, o espaço, o tempo e conseguir aliar uma metodologia conectada com o aluno, a realidade e tecnologias adaptáveis, num ambiente flexível e mutante. Só assim será possível construir uma nova escola que atenda às necessidades das pessoas e, ao mesmo tempo, forme cidadãos plenos, conscientes e preparados para este novo mundo e sua diversidade!
Por Dolores Affonso  – coach, palestrante, consultora, designer instrucional, professora e idealizadora do Congresso de Acessibilidade (www.congressodeacessibilidade.com ).
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branding, Campanha, marketing

Novembro Azul tem adesão ainda tímida das marcas

Campanha começa a receber apoio de empresas brasileiras para conscientizar consumidores da importância da prevenção ao câncer de próstata. Data foi criada na Austrália, em 2004

Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing

Em diferentes partes do mundo, as campanhas de responsabilidade costumam atrair centenas de marcas dispostas a associar sua imagem em prol de uma causa. No Brasil, esse tipo de ação passa, muitas vezes, a ser incorporada ao calendário fixo de Marketing, especialmente as datas com apelo à saúde, que são as que mais recebem incentivos. Esse é o caso do movimento em prol do câncer de próstata, que começa a ganhar a atenção, ainda tímida, das empresas brasileiras. Sob associação das palavras inglesas “mostache” (bigode) e “november” (novembro), o Movember foi criado na Austrália, em 2004.

O Novembro Azul chegou ao Brasil em 2012, por meio do Instituto Lado a Lado que, observando o sucesso da iniciativa em todo o mundo, o moldou ao estilo de outra campanha já existente no país, o Outubro Rosa, para a prevenção do câncer de mama. Enquanto o movimento feminino atrai milhares de eventos e companhias ajudando o projeto, no dos homens, o volume ainda é baixo, mesmo que venha crescendo consideravelmente ano a ano. Há dois anos, São Paulo foi a única região a receber pouco mais de 10 atividades. Em 2013 o número subiu para mais de 200, tendo apenas o Acre e o Amapá ficado de fora das atrações. Em 2014, pelo menos 500 empresas aderiram à causa masculina junto ao instituto, e outras começaram a adotar a expressão “Novembro Azul” em seus negócios. A expectativa é que a causa ganhe mais força quando for realmente entendida pelos empresários. “Esse é um assunto sério a ser adotado pelos gestores e muitos ainda não enxergam a importância da responsabilidade social. O papel deles é fundamental, é humanizar a saúde e tornar os hábitos saudáveis um assunto diário”, conta Liana Pires, Supervisora de Comunicação e Conteúdo do Instituto Lado a Lado, em entrevista ao Mundo do Marketing.

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