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Copa e Economia: o que os empresários esperam da Copa de 2014?

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Copa e Economia: o que os empresários esperam da Copa de 2014?

Prof. Me. Vasconcellos Vilarino dos Santos

O SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) realizaram uma pesquisa com empresários do ramo de comércio e prestação de serviços sobre as perspectivas em relação à Copa do Mundo 2014. Foram realizadas 600 entrevistas com donos e diretores de estabelecimentos de sete cidades-sedes da Copa do Mundo. O levantamento foi realizado entre os dias 24 de fevereiro a 10 de março de 2014 e era composto por um questionário com 71 questões.

Foram consultados sete segmentos que serão afetados pelo evento: locomoção (táxis, locadoras de veículos), hotelaria (hotéis, pousadas e albergues), alimentação (padarias, restaurantes self service, lanchonetes), diversão (casas noturnas, bares, restaurantes (menos self servisse)), comércio em shopping centers, comércio de rua e agências de turismo.

A pesquisa apurou que a Copa, em termos gerais, não empolga os empresários; apenas 16% dos empresários entrevistados esperam bons lucros com o evento no Brasil, 40% consideram que ocorrerá aumento no faturamento, entretanto em um grau modesto, e 33% dos entrevistados estimam uma redução no faturamento nos meses de junho e julho.

A falta de otimismo é explicada pela experiência com a Copa das Confederações, realizada no ano passado, onde 40% dos empresários que investiram para o evento não obtiveram o faturamento esperado. Contudo, 44% dos entrevistados responderam que o volume de vendas ficou “dentro do esperado” e apenas 16% apuraram que o resultado ficou “acima das expectativas”.

O quadro a seguir mostra as expectativas mais relevantes:

Em razão da estimativa de menos lucros, o principal investimento dos empresários para a Copa foi o de aumentar os estoques e a variedade de produtos oferecidos. Reformas, ampliações e contratações não serão significativas. O que o consumidor pode aguardar é a elevação dos preços. A pesquisa revela que 42% valeram-se do aumento de preços durante a Copa das Confederações e 11% já cogitam fazer o mesmo no evento deste ano.

Em 2007, quando o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014, as expectativas gerais eram positivas, mas passados sete anos, com o estouro da bolha imobiliária americana, o enfraquecimento da economia brasileira, a avalanche de escândalos políticos e as manifestações, não poderíamos esperar que hoje os empresários estivessem otimistas. Entretanto, a maior parte dos torcedores que participarão dos jogos será composta por brasileiros e um bom desempenho da seleção verde amarela pode significar que o quadro foi desenhado de modo exageradamente cinzento. Caso a seleção desaponte, o quadro poderá ser até mais cinzento do que o esperado.

O legado esperado da Copa também está bem abaixo do esperado e em breve o novo bordão será “imagina depois da Copa”.

Só nos resta torcer pelo hexa, para que pelo menos parte deste estresse valha a pena.

*Prof. Vasconcellos Vilarino dos Santos – Professor do UNISAL, Economista especializado em Finanças e Controladoria e Mestre em Administração.

A pesquisa completa pode ser acessada no seguinte endereço: https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/releases/379-56dosempresariosesperamvendermaiscomarealizacaodacopadomundomostraspcbrasil

Fonte: Curso de Administração do UNISAL Unidade São Paulo / Santa Teresinha

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