Campanha, marketing, Marketing Digital, Redes sociais

O poder de uma imagem

Vendo a imagem abaixo, o que lhe vem à mente?

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Preconceito? Indignação? Segregação Social e Racial?

Tive conhecimento hoje deste caso que esta movimentando as mídias sociais. Ele foi fotografado no último final de semana em uma rua de São Paulo pelo jornalista César Hernandes. Talvez César tenha feito todas estas perguntas a si mesmo antes de postá-la no Facebook, mas o pior de tudo é saber que em nosso país, estes “homens-seta” são cada vez mais explorado. Neste caso então, seria um “menino-seta”? Pode isso Arnaldo?

Seria esta imagem subliminar que a construtura quis passar? Prefiro acreditar que não, ou seria? – uma pessoa negra, não pode indicar o caminho da compra de imóvel? Nossa… quantos questionamentos….

Preciso dizer que não tenho condições para explanar e realizar análises sociais a respeito, mas como profissional de Marketing gostaria aqui neste espaço de levantar outro tipo de preocupação, a da atuação profissional do Marketing.

Colegas percebem até onde vai nossa responsabilidade?

Acredito que quem criou a campanha para a construtora não imaginou que a imagem de um rapaz claro, de olhos azuis, passaria mais credibilidade na campanha… quero acreditar nisso, ou estariam nossos valores cognitivos tão enraizados a este ponto? Não sei…

Mas posso afirmar que o trabalho do profissional de Marketing que planeja, coordena os planos de ações e os de divulgação tem de no mínimo, acompanhar o desenvolvimento de todas as atividades planejadas até a sua execução final. Muitas vezes, uma determinada atividade planejada toma proporções totalmente divergentes quando é colocada em prática e se não estivermos lá, junto com outras pessoas para ouvir opiniões e “ver como ficou”, coisas deste tipo podem acontecer e talvez uma simples readaptação evitaria transtornos imensuráveis como este em questão.

O mesmo aconteceu com a imagem recentemente divulgada nas mídias sociais. Aposto que a intenção da Turkish Airlines também não foi a de passar a mensagem abaixo, mas quem acompanhou a adesivação desta peça? Não podemos deixar nas mãos do fornecedor.

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Fica a sugestão também de estimularmos mais nosso pessoal de criação, sejam publicitários ou designers, a não pensar somente fora da caixa a partir de conceitos ultra modernos, mas e o que “o que tem dentro da caixa”, não precisa ser respeitado?

Os valores de quem vê uma peça publicitária são os mesmos de quem virá a peça nas ruas ou aqueles valores representando a empresa que nos contratou? Ás vezes, uma simples reunião de brainstorm evita equívocos desnecessários e em tempos de diversidade social e racial, temos que pensar “no outro”, por mais que os objetivos primários sejam “para mim”.

 

 

 

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