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Maioria das empresas vê redes sociais de forma conservadora

Redes Sociais

A Electrolux, desde a semana passada, vende sacos para aspirador de pó em sua página no Facebook. Já vendeu também, nos últimos dez meses, ferro de passar de roupa, chaleira elétrica e aspirador de pó. O consumidor paga com cartão de crédito ou boleto bancário e recebe o produto em casa, via Correio. A ideia de usar redes sociais para aproximar-se do público não é um fato isolado. Mas no Brasil a iniciativa da fabricante sueca de eletrodomésticos pode ser considerada até arrojada. A maioria das empresas no país tem uma postura conservadora, de cautela, em relação às redes sociais.

Sessenta por cento das empresas, de capital estrangeiro ou nacional, estão presentes nas redes sociais, mas o comportamento é de observação e experimentação. Essa cautela pode ser explicada, em parte, pela baixa credibilidade que esse tipo de mídia ainda tem junto a executivos, segundo uma pesquisa feita pela agência de comunicação CDN. Foram ouvidos, em junho, 70 profissionais de 70 companhias – diretores, coordenadores, gerentes, supervisores e presidentes.

E esses executivos não estão sozinhos. Nos Estados Unidos, onde nasceram redes poderosas como Facebook, Twitter e YouTube, o relacionamento com grandes companhias é pautado pela cautela.

O presidente da General Electric, Jeffrey Immelt, tuitou pela primeira vez há pouco mais de um mês. Seu “olá Twitter” recebeu um punhado de respostas insolentes, segundo reportagem do “The Wall Street Journal” publicada pelo Valor em 27 de setembro. Uma delas trazia a seguinte mensagem: “@JeffImmelt como é que meu avô chegou no twitter antes de você?”. De cada dez presidentes, sete não têm presença em grandes redes sociais como Twitter, Facebook, LinkedIn, Pinterest e Google+.

A pesquisa da CDN detectou que os executivos que acessam as redes (Facebook e Twitter, principalmente) o fazem por dois motivos básicos: gerenciar a presença e a reputação da marca; e mapear canais de diálogo com o consumidor. Também acompanham blogs, em especial aqueles ligados a veículos de mídias tradicionais (como jornais e revistas).

A maioria dos entrevistados diz que falta credibilidade às redes sociais. “Nem sempre se conhece a fonte” e “é um espaço híbrido onde seriedade e gravidade dos assuntos convivem com descontração, frivolidades e informalidades” são algumas das respostas apuradas na pesquisa, conduzida pela consultora Regina Borowski.

A conclusão é que redes sociais podem destruir rapidamente reputações, mas também ajudam a construir a imagem de uma empresa junto ao consumidor. Por isso, essas redes não podem ser ignoradas e a tendência é que registrem a presença de um número crescente de marcas, diz a vice-presidente de análise e pesquisa da CDN, Marília Stabile. Ela elaborou, em conjunto com o economista da FEA-USP Heron do Carmo, um indicador para medir a qualidade, a visibilidade e o impacto das marcas nas redes sociais.

Batizado de IQEM-S, o indicador levou dois anos para ficar pronto e é capaz de rastrear temas, mensagens, opiniões importantes nas redes sociais (a pesquisa enumerou 14 no Brasil) e nas mídias tradicionais. “A internet levou dez anos para ganhar peso e importância dentro das empresas. Esse tempo vai ser bem menor no caso das redes sociais”, diz Marília, que começa a colocar o IQEM-S na rua agora.

Fonte: Valor Econômico

16/10/2012

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Para onde crescer dentro da área de Marketing?

Vejo grandes oportunidades de crescimento em duas frentes: a área de Marketing de Relacionamento e tudo relacionado a esse assunto; e a área de Marketing Digital e todas suas variáveis. Essas frentes são oportunidades porque estamos numa fase onde as empresas estão estruturando essas áreas nas suas organizações. Ainda, em termos relativos, são poucas as empresa que já possuem áreas estruturadas e definidas. E, mesmo nessas, ainda estão em desenvolvimento e crescimento.

Marcelo Miyashita

Toda empresa tem área de marketing, de produto, e de comunicação. Nem todas têm área de Marketing de Relacionamento e muito menos área de Marketing Digital. É por conta dessas oportunidades nas organizações que os profissionais antenados, que trabalham nas áreas tradicionais, buscam um update para migrar para essas novas áreas em construção. E o caminho para migrar mais rapidamente passa pela educação executiva via cursos de especialização de curta e média duração. Exatamente por serem cursos rápidos, são mais pontuais, focados e orientados à aplicabilidade.

Quais competências são essenciais para um profissional de marketing? Isso muda para o marketing digital? As competências são as clássicas: 1) Entendimento de mercado de atuação da sua organização, das ferramentas de marketing aplicáveis, e das aspirações e necessidades dos consumidores; 2) Capacidade para planejar soluções, inovações e saídas para problemas; e 3) Habilidade para vender internamente um projeto, conseguir adesões e trabalhar a implementação e sua gestão.

No Marketing Digital isso não muda. As competências clássicas ainda são muito válidas, o que altera é o entendimento das ferramentas de Marketing Digital e suas aplicações. Por exemplo, muitas empresas já estão nas redes sociais, mas são poucas as que têm uma política de atendimento e relacionamento aos seguidores e como isso deve se integrar as ações de marketing da companhia.

O que se espera desse mercado para os próximos anos?

Só crescimento e muito mais rápido que o crescimento da área de Marketing de Relacionamento. Há 10 anos a bola da vez para o futuro era o Marketing de Relacionamento. Hoje é realidade presente e mesmo passado esse tempo todo ainda é novidade, como processos, para muitas empresas – por isso que Marketing de Relacionamento é uma oportunidade de carreira real e próxima para o profissional de agora.

E a bola da vez para o futuro é o Marketing Digital. E como se trata de mídia social e há um impacto latente e direto na reputação de marcas e empresas, tenho certeza que o crescimento dessa área como estrutura de trabalho numa organização será muito mais rápida que foi e está sendo para a área de Marketing de Relacionamento.

A tendência é essas duas frentes se estruturarem ao mesmo tempo nas empresas em geral, fazendo parte do seu organograma e abrindo muitas posições para contratação de profissionais especialistas nos dois temas. Já que há uma forte interconexão.

Em sua opinião o que é ser um jovem profissional dessa área hoje no Brasil

Obrigatoriamente é ser um legítimo representante da geração Y. Antenado, ligado e por dentro da tecnologia, do marketing e do consumo. Para pessoas com esse perfil o entendimento das novas oportunidades da área de marketing se tornarão mais claras e objetivas.

E para o marketing digital, muda alguma coisa? Como está esse mercado?

Não muda, porque o Marketing Digital fará parte do trabalho de marketing no futuro – assim como o Marketing de Relacionamento. Não haverá marketing no futuro sem o Digital e o Relacionamento. Logo, o profissional jovem de hoje precisa já estar antenado e capacitado. Em Marketing Digital a inclusão nesse conhecimento é maior porque a própria rede é uma enorme base de informações que permite o autodidatismo sem precedentes. E isso exige cursos de educação executiva de alto nível, porque o profissional já vem com boa carga de informações. Em Marketing de Relacionamento a inclusão não é tão direta, por isso que o caminha passa, obrigatoriamente, por capacitação em educação executiva.

Fonte: http://www.mundodomarketing.com.br